Wednesday, September 21, 2016

MAQUIS, a 1950s right-wing fortnightly

2a. quinzena Agosto 1956. 
1a. quinzena Março 1957 issue 20. Right-wing attack on trade-unions: thievery!
'Cacareco' a Maquis front page on 12 October 1959; he was a baby-rhinoceros who got 'elected' as a councillor at that year's mayoral elections in Sao Pasulo. Read more about it at:  http://hoaxes.org/archive/permalink/cacareco_the_rhinoceros





Thursday, August 11, 2016

Fora Temer, Volta Dilma... 31s July 2016

Lindbergh Farias talks to the crowd at Largo da Batata, Pinheiros. 
Myself & Senator Lindbergh Farias marching forward...
the Blogger & Mr. Farias marching on... 31st July 2016. 
a little vomiting on usurper Temer; Senator Lindbergh Farias on the CPTM train after the rally.

Sunday, August 7, 2016

CARLOS LACERDA as seen by Luis Nassif

Trinta anos sem Lacerda - 10 Junho 2007

Os 30 anos da morte de Carlos Lacerda passaram em branco. Foi em 21 Maio 1977. O maior carbonário da política brasileira, o homem de extraordinária cultura e eloquência, o jornalista que derrubou 2 presidentes, que quase chegou a presidente do Brasil não foi esquecido. Mas o aniversário de sua morte foi ignorado. 

Há muitos Lacerdas a se analisar. O golpista, que tentou montar um dossiê falso, a Carta Brandi, que supostamente mostraria a conspiração de Jango com Perón para implantar uma 'república sindicalista' no Brasil. O erudito, que rivalizava com San Thiago Dantas no posto de mais brilhante político brasileiro do seu tempo. O orador extraordinário, que conseguiu deixar mal Roberto Campos (denominado maldosamente de Bob Fields pelo pessoal d' O Pasquim) em debate sobre a estabilização econômica. O líder carismático, que fazia com que jovens voluntários se dispusessem a ser seus guarda-costas. O amigo de André Maurois (romancista e ensaísta francês 1885-1967), André Malraux (escritor francês 1901-1976).

Aliás, aqueles tempos eram tão civilizados que dos anos 1920 a 1960 a política brasileira conviveu com apenas 3 dossiês falsos: as 'cartas' de Arthur Bernardes, que criaram problemas com os militares; o 'Plano Cohen', escrito por Olympio Mourão Filho, que serviu de pretexto para a decretação do Estado Novo em 1937; e a Carta Brandi, de Lacerda. Perto da profusão de dossiês de hoje, eram tempos quase angelicais.

Parte relevante sobre a vida de Lacerda está nos arquivos de Fernando Velloso, seu ex-advogado que, antes de morrer, doou ao Fernando Moraes.

Lacerda foi um furacão em permanente erupção a vida toda. Cedo ainda, rompeu com o pai Mauricio Lacerda, por ter se separado de sua mãe, Olga Werneck de Lacerda. Ficou rompido quase toda sua vida com o irmão Mauricio, porque este tomara o lado do pai. Reconciliou-se apenas perto do fim.

Uma faceta murmurada, mas pouco divulgada de Lacerda, era seu homossexualismo. Lacerda era um animal sexual, no sentido amplo do termo. Os psicólogos poderão discorrer melhor sobre essa força da natureza que joga a sexualidade como seiva para o trabalho, as batalhas políticas e os embates amorosos.

Tinha 1,82 metro de altura, mas, quando se levantava da mesa, e se apoiava, parecia ter duas vezes mais. Nesses momentos chegava a ser ameaçador. E era essa presença, com uma retórica empecável, que intimidava os adversários.

O jovem Carlos Lacerda teve muitas paixões. Em 1952 foi incumbido pelo 'Diário Carioca' de cobrir a campanha de Eisenhower, nos Estados Unidos. Pegou avião, mas parou em Belém do Pará onde ficou por vários meses, apaixonado por uma prima.

Tempos depois, parecia apaixonado por Maria Fernanda, atriz filha da poetisa Cecília Meirelles. O jogo era mais complexo. O jovem Carlos Lacerda havia se apaixonado pela própria Cecília, 30 anos mais velha, quando foi sua foca, provavelmente no 'Observador Econômico', revista de economia em que ela trabalhou entre 1936 e 1938. Poderosa, inatingível, a poetiza deu-lhe apenas atenção. Muitos anos depois, aproximou-se de Maria Fernanda, para ficar próximo de um parente dela, por quem ficou perdidamente apaixonado, sem ter sido correspondido.

Em um livro esgotado, 'O Livro de Antonio' (José Olympio, 1974), o romancista Antonio Carlos de Vilaça narra uma cena na fazenda Bocaina, de Severo Gomes, de um Lacerda desesperado de paixão.

Tudo era suportado estoicamente por dona Letícia, sua esposa. Se não era fácil ser amigo de Lacerda, devido ao seu temperamento instável, explosivo, muito menos ser esposa.

Dona Letícia foi uma moça bonita, irônica, inteligente, culta e absolutamente discreta em público. Padecia de uma surdez crônica, que a levou até a Suíça para se tratar. Quinze dias depois da morte de Lacerda, um grupo de amigos foi almoçar com ela no Rócio, a chácara que tinham em Petrópolis. No meio do almoço, uma das senhoras comentou alguma coisa e dona Letícia respondeu. João Condé, jornalista cultural, mostrou-se surpreso: 'Ora, Letícia, você não tinha problemas de audição?' E ela: 'Com 15 dias da morte do Carlos, já posso começar a ouvir de novo."

Foi a esposa dedicada a vida toda. Aos amigos costumava dizer que era a única mulher nascida em Valença-RJ que tinha lido toda a Enciclopédia Britânica. Depois contava, gozadora, que Lacerda chegava todo dia à noite, depois de jantar no Neno, sentava-se na cadeira de balanço que foi de seu avô, e passava horas reclamando das pessoas e da política. E dona Letícia ao lado... lendo a Enciclopédia para desanuviar.

Apesar das constantes aventuras, apenas uma vez Lacerda saiu de casa, um mês antes de sua morte. Ficou na casa do amigo Fernando Delamare, mas voltou a tempo de morrer em casa.

Sua carreira política terminou um pouco antes de sua morte, quando o SNI infiltrou um agente bonitão como jardineiro de sua casa em Petrópolis, que acabou gravando uma cantada dele.

crônica de Luis Nassif, publicada na Folha de S.Paulo em 10 Junho 2007 e parte da coletânea 'A casa da minha infância', publicada pela Editora Agir em 2008.

2nd December 1961 - Governor Carlos Lacerda invites North-American Tony Curtis for a cup of tea at his Palace. Mr Curtis was passing through Rio de Janeiro and Sao Paulo on his way to Argentina to shoot 'Taras Bulba' with Yul Brynner and Christine Kaufmann
Luis Nassif's book 'A casa da minha infância'.
Carlos Lacerda listens to Tom Jobim's piano playing. Manchete, 24 October 1970
double-page photo of Antonio Carlos Jobim (43) and Carlos Lacerda (56). 

Sunday, December 27, 2015

some 2015 political images...

2015 started with the Brazilian Rightwing going out into the streets of the main cities to call for the Impeachment of just-re-elected President Dilma Rousseff. Some accounts say more than a million people took to the streets to try and overthrow the President who had been re-elected on 26 October 2014 with 51.64% of the popular vote. 

2015 turned out to be a very hard year because the Right was certain they had the numbers and the streets. But as the year progressed things turned out differently because the Right put all their bets on the President of the Lower House - Eduardo Cunha, who turned out to have clay feet. Mr. Cunha was denounced as having a rich banking account in Switzerland with a lot of graft-money he collected through his meteorict career as a politician. 


some good-humoured marches eat a few 'coxinhas' before the March in Support of Democracy starts on 16 December 2015 at Avenida Paulista in Sao Paulo. 
March in Defense of Democracy on Avenida Paulista on 16 December 2015.
Lulu Pavone aka Carlus Maximus with Clara Charf who was married with revolutionary Carlos Marighella on the anniversary of his death - 4 November 2015

Sunday, December 20, 2015

Lesbian Pride Day - 19 August 1983

The modern Lesbian Moviment in Brazil started circa 1979 along with the Gay Movement as part of a group called Somos (We Are) that was inspired by a pioneer Argentine gay group that had existed in the 1970s. 

By mid-1980 there was a political split at Somos and its Lesbian-Feminist faction went its own independent way. Somos actually split in three: the male right-wing faction left Somos and started a group they called Chicorias (chicory); the male left-wing faction kept the name Somos and finally the formerly 'section' known as Lesbico-Feminista went their separate way. 

Ferro's Bar had been known as a Lesbian haunt since the late 1950s. Ferro's was actually a restaurant that opened its doors for lunch and kept long hours. Women would arrived early, sit at the many tables and linger on for hours. Some ordered pizzas and full dinners but most only drank their booze and talk with an never-ending procession of characters. 

With the advent of the Gay & Lesbian Liberation Movements circa 1978-1979 it was only natural that politically oriented lesbians would be more assertive and talk politics at Ferro's. By 1983, Lesbico-Feminista had been active for 3 years. 

Brazil had been living under a right-wing military dictatorship since April 1964. The regime did not approve of people talking about 'political' stuff and the commercial elite would follow the line laid down by the generals. So when Ferro's Bar owner saw that Lesbians were talking about sexual politics and handing out their newsletter 'Chana-com-chana' (loosely translated as 'cunt-with-cunt') he decided he did not want those sort of Lesbians in his bar-restaurant.

That's when a few girls decided to go all the way and checkmate Ferro's Bar repressive and anti-democratic stance. They rang members of the local media and told them some Lesbians would 'invade' Ferro's Bar and read a manifesto to its patrons.

Roseli Roth was the one who read the manifesto inside Ferro's Bar in the presence of the media. Ferro's Bar owner changed his stance for a while... at least while journalists and members of the media were there.

This simple event has been looked back as something really important in the Lesbian Movement history in the city of Sao Paulo and 19 August 1983 - the day Ferro's Bar was 'invaded' by a bunch of Lesbian revolutionaries - became Lesbian Pride Day
Rosely Roth talks to Ferro's Bar patrons while journalists (plump Carlos Brickman takes some precious notes)  keep watching the scene... on 19 August 1983.
'O Pasquim' no.854, November 1985. 



Saturday, November 7, 2015

Costa e Silva's mysterious death - December 1969

18 December 1969 - deposed President Costa e Silva dies.
18 December 1969 - conservative daily 'O Estado de S.Paulo' doesn't explain much...
 12 June 1970 - German ambassador in Sao Paulo is kidnapped by left-wing guerrillas fighting the Military Dictatoship.

Sunday, September 6, 2015

1971 look at Sao Paulo - Lamarca's dead!

Sao Paulo in early February 1971... at Anhangabau Valley corner of Avenida Sao Joao...
a shootout erupts at the new mall on Rua Nova Barão... policeman shoots at alleged gangster (bandido) with everyone running for cover... that's on one of the finest places in town... 
'Apresentamos o novo prefeito' (We introduce to you São Paulo's new mayor)... that's the way the Dictatoship did its business... Military Dictator Garrastazu Medici appointed a new mayor for Sao Paulo... with a stroke of the pen... you either put up with it or shut up... for fear of your life. 
Sao Paulo downtown flooded once again... like every February... 26 February 1971. 
 a bomb explode at the Bolivian Consulate - 1st September 1971.
21st September 1971 - Lamarca's dead!




28 September 1971.

30 September 1971.